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Graftis: controle de qualidade no transplante capilar

Publicado em 26/07/2026

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Tela do Graftis mostrando o resumo geral de folículos extraídos durante um transplante capilar

Todo transplante capilar depende de um número que o paciente quase nunca vê de perto: quantos folículos foram realmente extraídos, quantos fios eles representam, e qual a taxa de perda durante a extração. No Instituto Frauches, esse número é acompanhado em tempo real por um sistema que desenvolvemos internamente, o Graftis. Neste artigo explico o que ele faz e por que criamos uma ferramenta própria em vez de depender só de anotação manual.

Quer ver como esse controle de qualidade entra no planejamento do seu caso? Agende uma avaliação com o Dr. Vitor Frauches.

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O que é o Graftis

O Graftis é um sistema de contagem folicular ao vivo, usado durante a cirurgia por toda a equipe ao mesmo tempo: cada auxiliar registra, no próprio celular ou em um iPad, as unidades foliculares que vão sendo contabilizadas após passar pelos microscópios, e esse número aparece atualizado instantaneamente para todo mundo, incluindo o médico. O médico também pode ouvir atualizações dos números em tempo real por meio de um fone de ouvido. Antes de existir esse sistema o controle era feito em papel ou em planilha, com o risco natural de erro de soma e de demora para saber o total durante a própria cirurgia.

Como funciona durante a cirurgia

A extração é dividida em quatro quadrantes (temporal direito, temporal esquerdo, occipital direito e occipital esquerdo), a mesma lógica usada na avaliação da área doadora. Cada folículo extraído é classificado no ato: quantos fios tem, se veio íntegro ou com algum grau de transecção. O sistema soma tudo automaticamente e mostra, a qualquer momento, o total geral e o total de cada quadrante separadamente, sem que ninguém precise parar a cirurgia para fazer conta.

Isso também vale para as pré-incisões na área receptora: cada região (linha frontal, entradas, topete, coroa, scalp médio) tem seu próprio contador, e o aplicativo soma tudo para comparar depois com o total extraído. Essa comparação (pré-incisões abertas contra folículos efetivamente implantados) é um dos números que uso para avaliar se o planejamento da área receptora bateu com a extração real daquele dia.

Cada auxiliar acessa a cirurgia pelo próprio celular ou num tablet (iPad) disponível pela clínica, só com o link daquele caso específico, sem precisar de cadastro. Quem organiza a agenda cirúrgica (no meu caso, eu) tem login próprio e só enxerga as próprias cirurgias, nunca as de outro médico que eventualmente use o mesmo sistema. Isso permite ter três, quatro celulares registrando ao mesmo tempo durante uma extração longa, todos vendo o mesmo total atualizado a cada poucos segundos, sem planilha compartilhada nem anotação em papel para depois consolidar.

Tela do Graftis mostrando as pré-incisões por área da região receptora, com contagem de unidades foliculares de 1, 2 e 3 fios
Cada área da região receptora tem seu próprio contador de pré-incisões, incluindo a distribuição por número de fios.

Comparando a contagem manual com o aparelho

Além da contagem manual da equipe, o extrator utilizado (Mamba) dá uma leitura própria da extração. O Graftis registra essa leitura por quadrante e calcula, sozinho, a diferença entre o que o aparelho leu e o que a equipe contou à mão naquele mesmo quadrante. Divergência grande entre os dois números é um sinal de alerta que vale investigar ainda durante a cirurgia, não só depois que ela termina. Inclusive temos dentro do aplicativo alertas de transecção parcial e total customizáveis.

O sistema também calcula o ritmo de extração em folículos por hora, de duas formas: pela contagem manual e pela leitura do aparelho. Como cada médico extrai numa ordem diferente de quadrantes, o Graftis usa o horário real de cada marcação para descobrir sozinho qual quadrante veio antes de qual, em vez de assumir uma ordem fixa.

Tela do Graftis comparando a leitura do densitômetro Mamba com a contagem manual de um quadrante, mostrando a diferença percentual
Comparação, quadrante a quadrante, entre a leitura do densitômetro e a contagem manual da equipe.

Relatório final e histórico de cirurgias

Ao finalizar, a cirurgia inteira fica resumida numa única tela: tempo de extração, tempo de pré-incisões, tempo total do procedimento, folículos por categoria, taxas de transecção e a diferença final entre pré-incisões e extração. Esse resumo pode ser salvo como PDF e faz parte do prontuário daquele caso.

Como cada cirurgia fica registrada, também consigo acompanhar indicadores ao longo do tempo, comparando o volume médio de folículos por cirurgia, o índice de fios por folículo e as taxas de transecção entre casos. Isso ajuda a manter um padrão de qualidade consistente, em vez de avaliar cada cirurgia isoladamente.

Tela de resumo final de uma cirurgia no Graftis, com tempos, resumo geral e distribuição de folículos por categoria
Resumo final da cirurgia: tempos, resumo geral e distribuição de folículos por categoria, tudo numa tela só.

Qualquer correção feita nos números durante a cirurgia, como reabrir um quadrante já fechado para ajustar um número específico de folículos, já recalcula sozinho todos os totais que dependem dele, sem precisar refazer conta nenhuma na mão.

Por que isso importa para você

Esse nível de controle não muda o resultado biológico do transplante, que continua dependendo da sua área doadora, da técnica cirúrgica e da cicatrização individual de cada paciente, e varia de pessoa para pessoa. O que ele muda é a base de decisão durante a cirurgia: com números conferidos em tempo real, dá para ajustar a estratégia de extração e distribuição no mesmo dia, em vez de descobrir uma divergência só na revisão do dia seguinte.

Se você é médico e quer entender melhor como o Graftis funciona na prática, também posso mostrar o sistema numa conversa. Fale comigo pelo WhatsApp.

Perguntas frequentes

O Graftis substitui a experiência do cirurgião?

Não. Ele organiza e cruza dados que já seriam coletados de alguma forma, mas quem interpreta divergências e decide ajustes durante a cirurgia continua sendo a equipe médica. É uma ferramenta de apoio, não de decisão automática.

O Graftis é um aparelho ou um software?

É um software, acessado por celular ou tablet durante a cirurgia. Ele não substitui o densitômetro Mamba nem os instrumentos de extração; ele registra e cruza os dados gerados por toda a equipe e pelos aparelhos usados.

Pacientes têm acesso aos dados registrados no Graftis?

O resumo da cirurgia, incluindo folículos extraídos e taxas de transecção, pode ser compartilhado com o paciente como parte do prontuário do caso, mediante solicitação.

O Graftis funciona sem conexão com a internet?

O sistema depende de conexão para sincronizar os dados entre os aparelhos em tempo real. Isso não interfere na segurança da cirurgia em si, já que ele é uma ferramenta de registro, não de suporte anestésico ou cirúrgico direto.

Outras clínicas usam o Graftis?

O Graftis foi desenvolvido internamente pelo Instituto Frauches, para uso próprio. Cada médico que eventualmente use o sistema tem login próprio e enxerga só as suas cirurgias.

Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui uma consulta médica. O Graftis é uma ferramenta interna de organização e controle de qualidade da equipe cirúrgica; o resultado do transplante capilar continua dependendo de avaliação individual, técnica cirúrgica e biologia de cada paciente.

Quer entender como esse controle se aplica ao seu caso? Agende uma avaliação pelo WhatsApp.

Este artigo faz parte do nosso guia sobre transplante capilar.

Escrito e revisado por Dr. Vitor Frauches

  • Médico, CRM-ES 10.229
  • Atuação em tricologia e transplante capilar
  • Professor de pós-graduação em tricologia e transplante capilar
  • Mais de 1.200 cirurgias realizadas

Última revisão médica: agosto de 2026

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