Essa é, disparada, a pergunta que mais escuto na primeira consulta. Resposta direta: durante a cirurgia, não. O transplante capilar FUE é feito com anestesia local associada a sedação venosa, então o paciente fica confortável do início ao fim do procedimento. O que existe, sim, é algum desconforto pontual no pós-operatório, que tem controle simples. Explico cada etapa abaixo.
Ainda com receio da dor? Numa avaliação dá pra explicar exatamente como funciona a anestesia e a sedação no seu caso.
Agendar avaliaçãoDurante a cirurgia: anestesia e sedação
Antes de qualquer extração de folículo, a área doadora e as áreas receptoras recebem anestesia local. A sedação venosa entra para deixar o paciente relaxado durante as horas de cirurgia, que costuma ser longa por envolver centenas ou milhares de implantes individuais. Na prática, a maioria dos pacientes relata sonolência ou até cochila em parte do procedimento, e não dor. O uso de instrumentos de implantação como o IMPLANTER PEN®, que dispensa pinça, também ajuda a reduzir o trauma nos folículos durante a cirurgia, o que contribui pro conforto no pós-operatório.
Logo depois da cirurgia
Quando o efeito da anestesia local passa, é comum sentir o couro cabeludo mais sensível, parecido com uma queimadura de sol leve. Isso é esperado e costuma ser controlado com a medicação analgésica prescrita pela equipe médica. Também pode aparecer um inchaço discreto na testa nos primeiros dias, que resolve sozinho.
Nos dias seguintes
A sensibilidade tende a diminuir rápido. A maior parte dos pacientes relata desconforto leve nos primeiros dois ou três dias, controlável com analgésico comum, e não dor limitante. Como a técnica FUE não usa corte nem pontos, não existe uma incisão grande para doer ou puxar durante a cicatrização, diferente do que acontecia nas técnicas mais antigas.
- Área doadora: pequenos pontos de extração, geralmente descritos como um leve incômodo, não dor aguda.
- Área receptora: sensibilidade que diminui dia após dia, sem necessidade de curativo grande.
- Casca/crostas: podem coçar durante a cicatrização. Coçar é desaconselhado; seguir as orientações de higienização evita esse incômodo.
Cada paciente tem um limiar de sensibilidade diferente, então a experiência exata varia de pessoa para pessoa. Por isso a orientação pós-operatória é sempre individualizada e ajustada se o paciente relatar mais desconforto do que o esperado.
Se você já leu sobre o que é o transplante capilar FUE e ainda tem dúvida sobre a experiência da cirurgia em si, essa costuma ser resolvida com clareza numa avaliação presencial, onde dá pra explicar o passo a passo específico para o seu caso.
Perguntas frequentes
A aplicação da anestesia local dói?
Existe uma picada inicial, comum a qualquer anestesia local, mas costuma ser rápida e bem tolerada. Depois que o efeito começa, a área fica sem sensibilidade para o restante do procedimento naquele ponto.
Preciso ficar internado após a cirurgia?
Não. O transplante capilar FUE costuma ser um procedimento ambulatorial, com alta no mesmo dia, após o período de observação necessário depois da sedação.
Posso dirigir no mesmo dia da cirurgia?
Não é recomendado. O efeito residual da sedação pode persistir por algumas horas, por isso a orientação é vir acompanhado e não dirigir no dia do procedimento.
A dor é maior na área doadora ou na área receptora?
Não costuma haver diferença relevante entre as duas. As duas áreas recebem anestesia local, e o desconforto pós-operatório, quando existe, costuma ser leve nas duas regiões.
O remédio para dor do pós-operatório é liberado ou precisa de receita?
A medicação analgésica é prescrita pela equipe médica como parte da orientação pós-operatória, ajustada conforme a necessidade relatada por cada paciente.
Quer entender como seria o seu procedimento e tirar essa e outras dúvidas com o Dr. Vitor Frauches? Agende sua avaliação pelo WhatsApp.
Este artigo faz parte do nosso guia sobre transplante capilar.
